quarta-feira, 15 de julho de 2026

Um pequeno anel, uma bonita história

Memória · Willisau · Ringli Erinnerung · Willisau · Ringli Memory · Willisau · Ringli

Os Willisauer Ringli e o elo entre duas pátrias Die Willisauer Ringli und das Band zwischen zwei Heimaten The Willisauer Ringli and the bond between two homelands

Existem coisas que valem mais pelo que representam do que pelo seu tamanho ou pelo seu valor material.

Na fotografia aparecem alguns “Willisauer Ringli”, os tradicionais biscoitos em forma de anel produzidos na cidade de Willisau, no Cantão de Lucerna, Suíça.

Willisau e seus tradicionais Willisauer Ringli — imagens que aproximam a cidade de origem e a memória familiar.

Conhecidos há séculos, são preparados segundo receitas tradicionais e distinguem-se pela forma circular, pelo delicado aroma de especiarias e pela característica textura firme e crocante.

Tornaram-se um dos símbolos gastronômicos de Willisau, nossa cidade de origem na Suíça.

Para muitos, são apenas um saboroso souvenir.

Para nós, porém, significam muito mais.

Foi de Willisau que, em 1819, partiram os nossos antepassados rumo ao Brasil, integrando a primeira imigração suíça organizada pelo Governo Português para a fundação da Colônia de Nova Friburgo.

Entre eles encontravam-se Xaver Wermelinger e Catharina Eggly Wermelinger que, trazendo os filhos pelas mãos, deram origem a uma numerosa descendência ao longo de mais de dois séculos.

Nós, seus descendentes, espalhamo-nos por Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara, terras da antiga Cantagalo e, posteriormente, por diversos rincões do Brasil.

Assim, esses pequenos anéis acabam por simbolizar um elo entre duas pátrias, duas histórias, inúmeras vidas vividas e gerações que continuam a crescer.

Às vezes, um simples biscoito desperta lembranças, aproxima famílias e recorda que a memória também tem sabor.

Es gibt Dinge, deren Bedeutung weit über ihre Grösse oder ihren materiellen Wert hinausgeht.

Auf der Fotografie sind einige „Willisauer Ringli“ zu sehen – ein traditionelles ringförmiges Gebäck aus dem Städtchen Willisau im Kanton Luzern, Schweiz.

Willisau und seine traditionellen Willisauer Ringli — Bilder, die den Herkunftsort und die Familienerinnerung miteinander verbinden.

Seit Jahrhunderten bekannt, werden sie nach überlieferten Rezepten hergestellt und zeichnen sich durch ihre runde Form, das feine Aroma von Gewürzen und ihre charakteristische feste, knusprige Beschaffenheit aus.

Sie wurden zu einem der gastronomischen Wahrzeichen von Willisau, unserer Herkunftsstadt in der Schweiz.

Für viele sind sie nur ein schmackhaftes Souvenir.

Für uns aber bedeuten sie weit mehr.

Von Willisau aus brachen 1819 unsere Vorfahren nach Brasilien auf, als Teil der ersten von der portugiesischen Regierung organisierten schweizerischen Auswanderung zur Gründung der Kolonie Nova Friburgo.

Unter ihnen befanden sich Xaver Wermelinger und Catharina Eggly Wermelinger, die, ihre Kinder an der Hand, den Grundstein für eine grosse Nachkommenschaft legten, die sich über mehr als zwei Jahrhunderte hinweg entwickelte.

Wir, ihre Nachkommen, liessen uns in Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara und in der ehemaligen Region Cantagalo nieder und später in vielen weiteren Teilen Brasiliens.

So werden diese kleinen Ringe zum Sinnbild eines Bandes zwischen zwei Heimaten, zwei Geschichten, unzähligen gelebten Leben und Generationen, die weiter wachsen.

Manchmal weckt ein einfaches Gebäck Erinnerungen, bringt Familien einander näher und erinnert uns daran, dass auch Erinnerung einen Geschmack hat.

There are things whose worth lies more in what they represent than in their size or material value.

The photograph shows some “Willisauer Ringli”, the traditional ring-shaped biscuits made in the town of Willisau, in the canton of Lucerne, Switzerland.

Willisau and its traditional Willisauer Ringli — images that connect the town of origin with family memory.

Known for centuries, they are prepared according to traditional recipes and are distinguished by their circular shape, their delicate aroma of spices and their characteristic firm, crisp texture.

They have become one of the gastronomic symbols of Willisau, our town of origin in Switzerland.

To many, they are merely a tasty souvenir.

To us, however, they mean far more.

It was from Willisau that, in 1819, our ancestors set out for Brazil, as part of the first organised Swiss emigration, promoted by the Portuguese Government for the founding of the Colony of Nova Friburgo.

Among them were Xaver Wermelinger and Catharina Eggly Wermelinger who, leading their children by the hand, became the ancestors of a large family line that has grown over more than two centuries.

We, their descendants, settled throughout Nova Friburgo, Duas Barras, Bom Jardim, Sumidouro, Carmo, Itaocara, the former region of Cantagalo and, later, many other parts of Brazil.

Thus, these little rings have come to symbolise a bond between two homelands, two histories, countless life stories and generations that continue to grow.

Sometimes a simple biscuit awakens memories, brings families closer and reminds us that memory, too, has a taste.

AWA/awa
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15 de julho de 2026.
Terra das Colônias e dos Vindos da Dispersão.
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15. Juli 2026.
Land der Kolonien und der aus der Zerstreuung Gekommenen.
Nova Friburgo – Duas Barras – Bom Jardim, 15 July 2026.
Land of the Colonies and of Those Who Came from the Diaspora.

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Crônica · Barra Alegre · Duas Barras Chronik · Barra Alegre · Duas Barras Chronicle · Barra Alegre · Duas Barras

Crônica · Barra Alegre · Duas Barras Chronik · Barra Alegre · Duas Barras Chronicle · Barra Alegre · Duas Barras

As viagens de Isa Erthal Thomaz — onde as lembranças habitam e as saudades permanecem Die Reisen von Isa Erthal Thomaz — wo die Erinnerungen wohnen und die Sehnsucht bleibt The travels of Isa Erthal Thomaz — where memories dwell and longing remains

“E jamais dirão que não falei de lembranças e nunca senti saudades.” „Und niemals wird man sagen, ich hätte nicht von Erinnerungen gesprochen und nie Sehnsucht empfunden.“ “And they shall never say that I did not speak of memories and never felt longing.” AWA/awa AWA/awa AWA/awa

Sobre este texto Über diesen Text About this text

Crônica de memória, oferecida ao Arquivo Wermelinger por AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo). Diferente das crônicas de pesquisa da casa, esta não traz notas nem bibliografia: o que a sustenta não são fontes documentais, mas a lembrança e o afeto de quem a escreve. Guardamos o texto tal como veio, apenas com correções ortográficas mínimas; as grafias antigas (“Cantagallo”, “Nictheroy”) foram preservadas por escolha do autor. Eine Erinnerungschronik, dem Wermelinger-Archiv von AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo) überlassen. Anders als die Recherchechroniken des Hauses trägt sie weder Anmerkungen noch Bibliografie: Sie beruht nicht auf dokumentarischen Quellen, sondern auf der Erinnerung und der Zuneigung ihres Verfassers. Wir bewahren den Text, wie er kam, mit nur geringfügigen orthografischen Korrekturen; die alten Schreibweisen („Cantagallo“, „Nictheroy“) wurden nach dem Willen des Autors beibehalten. A memoir-chronicle, offered to the Wermelinger Archive by AWA/awa (Amilton Wermelinger Araujo). Unlike the house's research chronicles, it carries neither notes nor bibliography: what sustains it is not documentary sources but the memory and affection of its author. We keep the text as it came, with only minimal spelling corrections; the archaic spellings (“Cantagallo”, “Nictheroy”) have been preserved by the author's choice.

No entanto, como não falar dos paralelismos, das coincidências, da Providência e de tudo quanto o amor inspira no encontro de famílias bicentenárias? Ou melhor seria dizer Famílias Coirmãs, como a elas se referia Elio Monnerat Solon de Pontes?

A minha tia mais velha chamava-se Iza, irmã de minha mãe, Maria Elza.

Na pesquisa genealógica, de que os coirmãos gostam e que tantos cultivam, esse encontro não parece casual. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa ou Elisa aparecem, não raro, em documentos antigos, por estarem ligadas a uma mesma tradição nominativa das famílias.

A intuição e a razão, muitas vezes, caminham juntas.

A genealogia e a etimologia ajudam a explicar por que determinados nomes se repetem, transformam-se ao longo do tempo, mas conservam uma mesma raiz histórica.

Retomo agora o caminho das viagens de Isa Erthal e procuro tomar de empréstimo a brandura e a simplicidade que transparecem em sua escrita, sugestiva de tão cândida e natural ternura, a invadir a memória de seus relatos, contos, causos e reminiscências.

Disso não desejo afastar-me.

Ainda muito criança, agasalhado no colo de Dona Chiquinha, minha madrinha, Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, casada com o primo Alcides José Wermelinger, ouvia histórias.

Os cenários eram sempre a sua Barra Alegre, passavam pelo Pacau e chegavam a Duas Barras.

Minha avó-madrinha fazia desfilar diante dos meus olhos infantis personagens, lugares, acontecimentos e circunstâncias que despertavam a percepção própria da então chamada idade da razão.

Nunca conheci Isa.

O livro na mesa da festa

Somente caminhando para o ocaso da vida, num encontro da Família Erthal, em terras de Barra Alegre, onde logo me percebi em casa, entretive-me pelos ambientes da festa.

Havia uma mesa com livros em exposição.

Deparei-me com o livro de Isa.

Em pouquíssimo tempo, reconheci-a.

Parentes reconhecem-se num repente!

Observei atentamente as fotografias da capa e da contracapa. Folheei o livro rapidamente. Bastaram-me algumas páginas para reconhecer a autora.

Capa e contracapa do livro Uma Lembrança, Muitas Saudades, de Isa Erthal Thomaz (2001): retrato da autora na capa e, na contracapa, duas pinturas a óleo de sua autoria retratando a Fazenda Poço D'Antas
Capa e contracapa de Uma Lembrança, Muitas Saudades (2001). Na capa, o retrato de Isa Erthal Thomaz; na contracapa, duas telas a óleo pintadas pela própria autora — a vista geral (1991) e a sede (1980) da Fazenda Poço D'Antas. Capa da edição: Théo Erthal. Foto: acervo de Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Era como se um breve raio de luz iluminasse, em poucos instantes, caminhos que eu próprio também percorrera.

As páginas eram como os caminhos que Isa trilhara.

Como eu, de pés descalços, pisando a poeira, por lugares tão semelhantes, nas terras da nossa antiga Cantagallo.

Apressei-me em pedir à filha de Isa que autografasse o livro de sua mãe.

Prontamente atendeu-me, com um sorriso alegre e natural, escrevendo afavelmente a dedicatória.

Seu nome: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.

Folha de rosto da 2ª edição de Uma Lembrança, Muitas Saudades com dedicatória manuscrita ao autor, assinada por Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira, Bom Jardim, RJ, 30/09/2023
A dedicatória: na folha de rosto da 2ª edição, Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira assina, “com muita alegria”, o livro escrito por sua mãe. Bom Jardim, RJ, 30 de setembro de 2023. Foto: acervo de Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Então pensei: muito deve ter herdado da mãe.

Foi assim que conheci Isa Erthal Thomaz, de quem já ouvira falar.

Depois reconheci a sua presença no livro, que li com avidez, revisitei muitas vezes e percorri, em tão boa companhia.

Entre o déjà-vu e o devir

Antes, visitando Barra Alegre, escrevera na página da Família Erthal um texto intitulado “Sobre os vínculos com Barra Alegre / Bom Jardim”, gentilmente acolhido para publicação.

Nele procurei descrever o sentimento que os franceses denominam déjà-vu: aquela estranha sensação de familiaridade diante de algo que parece já ter sido vivido, embora não consigamos recordar quando ou onde.

A esse sentimento parece juntar-se outro, igualmente sereno, ligado à ideia do devir, do contínuo tornar-se, do movimento silencioso da vida em direção àquilo que ainda está por vir.

Isa Erthal, embora pertencente a uma geração anterior à minha, partilhava conosco a mesma formação religiosa. Vivíamos o latim das celebrações litúrgicas e, mais tarde, já no ginásio, compreendíamos o significado das palavras que atravessaram séculos e continuam comunicando sentidos.

O livro de Isa Erthal reveste-se da clareza de um olhar que percorre a infância, a juventude, a maturidade e o ocaso da vida.

Por isso mesmo revela uma refinada simplicidade.

Nele há um movimento sereno entre o antes e o agora, entre a lembrança e a esperança, entre o déjà-vu e o devir.

As coisas boas, as que verdadeiramente fazem bem, vêm de Deus.

São simples. E, justamente por isso, compreensíveis.

As páginas 42 e 43

Reproduzo, a seguir, as páginas 42 e 43, situadas aproximadamente no centro do livro, porque revelam um interessante cenário da vida real:

Páginas 42 e 43 do livro Uma Lembrança, Muitas Saudades, abertas sobre uma mesa, com os relatos do juiz Doutor Mário Florence, do cinema de Bom Jardim e da festa de 13 de agosto
As páginas 42 e 43 de Uma Lembrança, Muitas Saudades: o juiz refugiado, o cinema do Doutor Péricles, as misses no cinema de Cantagalo, o “Tudo intriga” de Dona Julica e a festa de 13 de agosto. Foto: acervo de Amilton Wermelinger Araujo, 2026. Reprodução das páginas do livro condicionada à anuência da família Erthal Thomaz.
  • um Juiz de Direito ameaçado de morte;
  • um homem simples que lhe oferece refúgio;
  • uma vigilante proteção organizada pelos amigos;
  • um cinema do interior onde se exibia o concurso Miss Brasil;
  • a notável semelhança entre a Miss Minas Gerais e Isa Erthal;
  • a antiga reserva de algumas famílias em frequentar o cinema pertencente aos Rocha;
  • alguém de bom senso lembrando que a energia elétrica era produzida pelos próprios Rocha e utilizada por todos, inclusive pelos Erthal;
  • Isa invocando o insuspeito testemunho de Dona Julica, esposa de Péricles Corrêa da Rocha, que afirmava com simplicidade: “Tudo intriga!”;
  • em contraste com essas pequenas disputas, a grande festa popular de 13 de agosto, aberta a todos os que desejassem participar;
  • a presença de amigos, seminaristas, políticos de prestígio nacional, do Bispo da Diocese de Nictheroy, ainda antiga capital da Velha Província Fluminense, e também de inúmeras pessoas da região;
  • e, ao longo dos anos, a celebração do aniversário de Eugênio Erthal acompanhando serenamente o ocaso de sua vida.
Registro manuscrito antigo, em caligrafia de época, recordando a visita do Bispo Dom José Pereira Alves a Barra Alegre em 13 de agosto de 1934, assinado por Maria Elza Wermelinger
O eco da mesma festa, guardado na família do cronista: registro manuscrito de época — em leitura provável, “Recordação do Sr. Bispo D. José P. Alves, em Barra Alegre, no dia 13 de Agosto de 1934” —, assinado por Maria Elza Wermelinger, mãe do autor. O mesmo bispo, a mesma festa de 13 de agosto que Isa descreve nas páginas 42 e 43. Os paralelismos e a Providência de que fala a abertura desta crônica. Foto: acervo de Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Isa Erthal e Dona Julica Corrêa da Rocha possuíam aquele olhar atento, próprio das mulheres sábias.

Olhares simples, agudos e penetrantes.

Pareciam inspirar-se na antiga advertência do Eclesiastes:

“Vaidade das vaidades; tudo é vaidade.”

Concordavam, afinal:

“Quantas bobagens... quantas intrigas políticas entre duas famílias antigas e tão conceituadas no município!”

E a própria realidade tratou de demonstrar isso, pois não foram poucas as uniões matrimoniais entre membros das duas famílias.

Talvez, se muitas das nossas maiores autoridades lessem o livro de Isa Erthal, compreenderiam melhor esse olhar sereno, tão próximo daquele de Dona Julica.

As mulheres que nos gestam

Sempre elas, as mulheres que nos gestam, embalam e criam!

Nota do arquivo

O cenário das páginas 42 e 43 é aqui recontado em síntese, pela pena do próprio autor. A reprodução literal das páginas do livro de Isa Erthal Thomaz, se desejada, depende de anuência da família.

Und dennoch: Wie sollte man nicht von den Parallelen sprechen, von den Zufällen, von der Vorsehung und von allem, was die Liebe bei der Begegnung zweihundertjähriger Familien eingibt? Oder sollte man besser sagen: verschwisterte Familien (Famílias Coirmãs), wie Elio Monnerat Solon de Pontes sie nannte?

Meine älteste Tante hiess Iza, Schwester meiner Mutter, Maria Elza.

In der genealogischen Forschung, die den Coirmãos am Herzen liegt und die so viele pflegen, scheint diese Begegnung nicht zufällig. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa oder Elisa erscheinen nicht selten in alten Dokumenten, weil sie einer selben Namenstradition der Familien angehören.

Intuition und Vernunft gehen oft Hand in Hand.

Genealogie und Etymologie helfen zu erklären, warum sich gewisse Namen wiederholen, sich im Lauf der Zeit wandeln und doch dieselbe geschichtliche Wurzel bewahren.

Ich nehme nun den Weg der Reisen von Isa Erthal wieder auf und versuche, mir die Sanftheit und die Schlichtheit zu leihen, die aus ihrer Schrift sprechen — so kandid und natürlich in ihrer Zärtlichkeit, dass sie die Erinnerung an ihre Berichte, Erzählungen, Anekdoten und Rückblicke durchdringen.

Davon möchte ich mich nicht entfernen.

Als kleines Kind, geborgen im Schoss von Dona Chiquinha, meiner Patin Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, verheiratet mit dem Vetter Alcides José Wermelinger, hörte ich Geschichten.

Die Schauplätze waren stets ihr Barra Alegre, führten über Pacau und erreichten Duas Barras.

Meine Grossmutter und Patin liess vor meinen Kinderaugen Gestalten, Orte, Ereignisse und Umstände vorbeiziehen, die jene Wahrnehmung weckten, die dem sogenannten Alter der Vernunft eigen ist.

Isa habe ich nie kennengelernt.

Das Buch auf dem Tisch des Festes

Erst als ich dem Lebensabend entgegenging, bei einem Treffen der Familie Erthal, auf dem Boden von Barra Alegre, wo ich mich sogleich zu Hause fühlte, verweilte ich zwischen den Räumen des Festes.

Da stand ein Tisch mit ausgestellten Büchern.

Ich stiess auf das Buch von Isa.

In kürzester Zeit erkannte ich sie.

Verwandte erkennen einander im Nu!

Aufmerksam betrachtete ich die Fotografien auf Vorder- und Rückseite. Ich blätterte das Buch rasch durch. Wenige Seiten genügten mir, um die Autorin zu erkennen.

Vorder- und Rückseite des Buches Uma Lembrança, Muitas Saudades von Isa Erthal Thomaz (2001): Porträt der Autorin auf dem Umschlag und zwei Ölgemälde der Fazenda Poço D'Antas auf der Rückseite
Vorder- und Rückseite von Uma Lembrança, Muitas Saudades (2001). Vorne das Porträt von Isa Erthal Thomaz; hinten zwei von der Autorin selbst gemalte Ölbilder — die Gesamtansicht (1991) und das Haupthaus (1980) der Fazenda Poço D'Antas. Umschlaggestaltung: Théo Erthal. Foto: Sammlung Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Es war, als erhellte ein kurzer Lichtstrahl in wenigen Augenblicken Wege, die auch ich selbst gegangen war.

Die Seiten waren wie die Wege, die Isa beschritten hatte.

Wie ich, barfuss, den Staub tretend, durch so ähnliche Orte, im Land unseres alten Cantagallo.

Eilig bat ich die Tochter von Isa, das Buch ihrer Mutter zu signieren.

Bereitwillig kam sie mir nach, mit einem heiteren, natürlichen Lächeln, und schrieb freundlich die Widmung.

Ihr Name: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.

Titelblatt der 2. Auflage von Uma Lembrança, Muitas Saudades mit handschriftlicher Widmung an den Autor, signiert von Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira, Bom Jardim, RJ, 30.09.2023
Die Widmung: Auf dem Titelblatt der 2. Auflage signiert Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira, „mit grosser Freude“, das von ihrer Mutter geschriebene Buch. Bom Jardim, RJ, 30. September 2023. Foto: Sammlung Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Da dachte ich: Viel muss sie von der Mutter geerbt haben.

So lernte ich Isa Erthal Thomaz kennen, von der ich schon gehört hatte.

Danach erkannte ich ihre Gegenwart im Buch, das ich begierig las, viele Male wieder aufschlug und in so guter Gesellschaft durchwanderte.

Zwischen dem déjà-vu und dem Werden

Zuvor, bei einem Besuch in Barra Alegre, hatte ich auf der Seite der Familie Erthal einen Text mit dem Titel „Über die Verbindungen zu Barra Alegre / Bom Jardim“ geschrieben, der freundlich zur Veröffentlichung aufgenommen wurde.

Darin versuchte ich jenes Gefühl zu beschreiben, das die Franzosen déjà-vu nennen: jene seltsame Empfindung der Vertrautheit angesichts von etwas, das man schon erlebt zu haben scheint, ohne sich erinnern zu können, wann oder wo.

Diesem Gefühl scheint sich ein anderes, ebenso ruhiges, zuzugesellen, verbunden mit der Idee des Werdens, des fortwährenden Sich-Wandelns, der stillen Bewegung des Lebens auf das hin, was noch kommen soll.

Isa Erthal, obgleich einer früheren Generation als der meinen zugehörig, teilte mit uns dieselbe religiöse Prägung. Wir lebten das Latein der liturgischen Feiern, und später, schon in der Schule, verstanden wir die Bedeutung der Worte, die Jahrhunderte durchquert haben und noch immer Sinn vermitteln.

Das Buch von Isa Erthal ist von der Klarheit eines Blickes durchdrungen, der Kindheit, Jugend, Reife und Lebensabend durchmisst.

Eben darum offenbart es eine verfeinerte Schlichtheit.

In ihm liegt eine ruhige Bewegung zwischen dem Zuvor und dem Jetzt, zwischen Erinnerung und Hoffnung, zwischen dem déjà-vu und dem Werden.

Die guten Dinge, die wahrhaft wohltun, kommen von Gott.

Sie sind einfach. Und gerade deshalb verständlich.

Die Seiten 42 und 43

Ich gebe im Folgenden die Seiten 42 und 43 wieder, ungefähr in der Mitte des Buches gelegen, weil sie einen aufschlussreichen Ausschnitt des wirklichen Lebens offenbaren:

Die Seiten 42 und 43 des Buches Uma Lembrança, Muitas Saudades, aufgeschlagen auf einem Tisch, mit den Berichten über den Richter Doutor Mário Florence, das Kino von Bom Jardim und das Fest vom 13. August
Die Seiten 42 und 43 von Uma Lembrança, Muitas Saudades: der Richter auf der Flucht, das Kino des Doutor Péricles, die Misses im Kino von Cantagalo, das „Alles nur Intrige“ von Dona Julica und das Fest vom 13. August. Foto: Sammlung Amilton Wermelinger Araujo, 2026. Wiedergabe der Buchseiten vorbehaltlich der Zustimmung der Familie Erthal Thomaz.
  • ein Richter (Juiz de Direito), mit dem Tod bedroht;
  • ein einfacher Mann, der ihm Zuflucht bietet;
  • ein wachsamer Schutz, von den Freunden organisiert;
  • ein Landkino, in dem der Schönheitswettbewerb Miss Brasil gezeigt wurde;
  • die bemerkenswerte Ähnlichkeit zwischen der Miss Minas Gerais und Isa Erthal;
  • die alte Zurückhaltung einiger Familien, das den Rochas gehörende Kino zu besuchen;
  • jemand mit gesundem Menschenverstand, der daran erinnerte, dass der elektrische Strom von den Rochas selbst erzeugt und von allen genutzt wurde, auch von den Erthals;
  • Isa, die das unverdächtige Zeugnis von Dona Julica anrief, der Gattin von Péricles Corrêa da Rocha, die schlicht sagte: „Alles nur Intrige!“;
  • im Gegensatz zu diesen kleinen Streitereien das grosse Volksfest vom 13. August, allen offen, die teilnehmen wollten;
  • die Anwesenheit von Freunden, Seminaristen, Politikern von nationalem Ansehen, des Bischofs der Diözese von Nictheroy, der einstigen Hauptstadt der alten Provinz von Rio de Janeiro, und auch zahlloser Menschen der Region;
  • und, im Lauf der Jahre, die Feier des Geburtstags von Eugênio Erthal, die gelassen den Abend seines Lebens begleitete.
Alte handschriftliche Notiz in zeitgenössischer Schrift, zur Erinnerung an den Besuch des Bischofs Dom José Pereira Alves in Barra Alegre am 13. August 1934, signiert von Maria Elza Wermelinger
Das Echo desselben Festes, bewahrt in der Familie des Chronisten: zeitgenössische handschriftliche Notiz — in wahrscheinlicher Lesart „Erinnerung an den Herrn Bischof D. José P. Alves, in Barra Alegre, am 13. August 1934“ —, signiert von Maria Elza Wermelinger, der Mutter des Autors. Derselbe Bischof, dasselbe Fest vom 13. August, das Isa auf den Seiten 42 und 43 beschreibt. Die Parallelen und die Vorsehung, von denen der Anfang dieser Chronik spricht. Foto: Sammlung Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Isa Erthal und Dona Julica Corrêa da Rocha besassen jenen aufmerksamen Blick, wie er weisen Frauen eigen ist.

Schlichte, scharfe und durchdringende Blicke.

Sie schienen sich an der alten Mahnung des Predigers (Kohelet) zu inspirieren:

„Eitelkeit der Eitelkeiten; alles ist Eitelkeit.“

Am Ende waren sie sich einig:

„Wie viel Unsinn... wie viele politische Intrigen zwischen zwei alten und im Bezirk so angesehenen Familien!“

Und die Wirklichkeit selbst besorgte den Beweis dafür, denn nicht wenige waren die Eheschliessungen zwischen Angehörigen der beiden Familien.

Vielleicht würden viele unserer höchsten Autoritäten, läsen sie das Buch von Isa Erthal, jenen gelassenen Blick besser verstehen, der dem von Dona Julica so nahe ist.

Immer sie, die Frauen

Immer sie, die Frauen, die uns austragen, wiegen und grossziehen!

Anmerkung des Archivs

Der Ausschnitt der Seiten 42 und 43 wird hier zusammenfassend, aus der Feder des Autors selbst, wiedererzählt. Die wörtliche Wiedergabe der Seiten aus dem Buch von Isa Erthal Thomaz bedarf, falls gewünscht, der Zustimmung der Familie.

And yet, how could one not speak of the parallels, the coincidences, of Providence and of all that love inspires in the meeting of two-hundred-year-old families? Or would it be better to say sister families (Famílias Coirmãs), as Elio Monnerat Solon de Pontes called them?

My eldest aunt was named Iza, sister of my mother, Maria Elza.

In genealogical research, which the coirmãos love and which so many cultivate, this encounter does not seem accidental. Elisabetha, Iza, Elza, Isa, Elsa, or Elisa appear, not rarely, in old documents, bound as they are to one and the same naming tradition of the families.

Intuition and reason often walk together.

Genealogy and etymology help explain why certain names recur, transform over time, and yet keep one and the same historical root.

I now take up again the path of Isa Erthal's travels, and I try to borrow the gentleness and the simplicity that shine through her writing — so candid and natural in its tenderness that it steals into the memory of her accounts, tales, anecdotes, and reminiscences.

From this I do not wish to stray.

Still very young, sheltered in the lap of Dona Chiquinha, my godmother, Francisca (Wermelinger) Erthal Wermelinger, married to my cousin Alcides José Wermelinger, I would listen to stories.

The settings were always her Barra Alegre; they passed through Pacau and reached Duas Barras.

My grandmother-godmother would parade before my childhood eyes characters, places, events, and circumstances that awakened the perception proper to what was then called the age of reason.

I never knew Isa.

The book on the festival table

Only as I was walking toward the twilight of life, at a gathering of the Erthal family, in the lands of Barra Alegre, where I soon felt at home, did I linger among the rooms of the celebration.

There was a table with books on display.

I came upon Isa's book.

In next to no time, I recognised her.

Kin recognise one another in an instant!

I looked closely at the photographs on the cover and back cover. I leafed through the book quickly. A few pages were enough for me to recognise the author.

Cover and back cover of the book Uma Lembrança, Muitas Saudades by Isa Erthal Thomaz (2001): the author's portrait on the cover and two oil paintings of the Poço D'Antas farm on the back
Cover and back cover of Uma Lembrança, Muitas Saudades (2001). On the cover, the portrait of Isa Erthal Thomaz; on the back, two oil paintings by the author herself — the general view (1991) and the main house (1980) of the Poço D'Antas farm. Edition cover design: Théo Erthal. Photograph: collection of Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

It was as though a brief ray of light lit up, in a few moments, paths that I too had travelled.

The pages were like the paths Isa had trodden.

Like me, barefoot, treading the dust, through places so alike, in the lands of our old Cantagallo.

I hastened to ask Isa's daughter to autograph her mother's book.

She obliged at once, with a cheerful and natural smile, graciously writing the dedication.

Her name: Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira.

Title page of the 2nd edition of Uma Lembrança, Muitas Saudades with a handwritten dedication to the author, signed by Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira, Bom Jardim, RJ, 30/09/2023
The dedication: on the title page of the 2nd edition, Maria Eugênia Erthal Thomaz Figueira signs, “with great joy”, the book written by her mother. Bom Jardim, RJ, 30 September 2023. Photograph: collection of Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Then I thought: she must have inherited much from her mother.

That is how I came to know Isa Erthal Thomaz, of whom I had already heard.

Afterward I recognised her presence in the book, which I read avidly, revisited many times, and travelled through in such good company.

Between the déjà-vu and becoming

Earlier, visiting Barra Alegre, I had written on the Erthal family's page a text titled “On the ties to Barra Alegre / Bom Jardim”, kindly accepted for publication.

In it I tried to describe the feeling the French call déjà-vu: that strange sense of familiarity before something that seems already to have been lived, though we cannot recall when or where.

To this feeling another seems to join, equally serene, tied to the idea of becoming, of the continual coming-to-be, of the silent movement of life toward that which is yet to come.

Isa Erthal, though belonging to a generation before mine, shared with us the same religious formation. We lived the Latin of the liturgical celebrations, and later, already at school, we grasped the meaning of the words that have crossed centuries and still communicate their sense.

Isa Erthal's book is clothed in the clarity of a gaze that runs through childhood, youth, maturity, and the twilight of life.

For that very reason it reveals a refined simplicity.

In it there is a serene movement between the before and the now, between remembrance and hope, between the déjà-vu and becoming.

The good things, those that truly do good, come from God.

They are simple. And for that very reason, they are comprehensible.

Pages 42 and 43

I reproduce below pages 42 and 43, situated roughly at the centre of the book, because they reveal an intriguing scene from real life:

Pages 42 and 43 of the book Uma Lembrança, Muitas Saudades, open on a table, with the accounts of judge Doutor Mário Florence, the Bom Jardim cinema, and the 13 August feast
Pages 42 and 43 of Uma Lembrança, Muitas Saudades: the judge in hiding, Doutor Péricles's cinema, the beauty queens on the Cantagalo screen, Dona Julica's “It's all intrigue!”, and the feast of 13 August. Photograph: collection of Amilton Wermelinger Araujo, 2026. Reproduction of the book's pages subject to the consent of the Erthal Thomaz family.
  • a judge (Juiz de Direito) threatened with death;
  • a simple man who offers him refuge;
  • a watchful protection organised by friends;
  • a country cinema where the Miss Brasil pageant was shown;
  • the remarkable resemblance between Miss Minas Gerais and Isa Erthal;
  • the old reluctance of some families to attend the cinema owned by the Rocha family;
  • someone of good sense recalling that the electricity was produced by the Rochas themselves and used by everyone, the Erthals included;
  • Isa invoking the unimpeachable testimony of Dona Julica, wife of Péricles Corrêa da Rocha, who said with simplicity: “It's all intrigue!”;
  • in contrast to these petty disputes, the great popular feast of 13 August, open to all who wished to take part;
  • the presence of friends, seminarians, politicians of national standing, of the Bishop of the Diocese of Nictheroy — then the former capital of the old Province of Rio de Janeiro — and of countless people from the region as well;
  • and, over the years, the celebration of Eugênio Erthal's birthday, serenely accompanying the twilight of his life.
Old handwritten note in period script, recording the visit of Bishop Dom José Pereira Alves to Barra Alegre on 13 August 1934, signed by Maria Elza Wermelinger
The echo of the same feast, kept in the chronicler's own family: a period handwritten note — in probable reading, “Souvenir of the Bishop D. José P. Alves, in Barra Alegre, on 13 August 1934” — signed by Maria Elza Wermelinger, the author's mother. The same bishop, the same 13 August feast that Isa describes on pages 42 and 43. The parallels and the Providence of which the opening of this chronicle speaks. Photograph: collection of Amilton Wermelinger Araujo, 2026.

Isa Erthal and Dona Julica Corrêa da Rocha possessed that attentive gaze proper to wise women.

Simple, keen, and penetrating gazes.

They seemed to draw inspiration from the old warning of Ecclesiastes:

“Vanity of vanities; all is vanity.”

In the end, they agreed:

“So much nonsense... so many political intrigues between two families so old and so esteemed in the town!”

And reality itself took it upon itself to prove this, for the marriages between members of the two families were not few.

Perhaps, if many of our highest authorities were to read Isa Erthal's book, they would better understand that serene gaze, so close to Dona Julica's.

Always the women

Always the women, those who carry us, cradle us, and raise us!

Archive note

The scene of pages 42 and 43 is retold here in summary, by the author's own hand. The verbatim reproduction of the pages of Isa Erthal Thomaz's book, if desired, depends on the family's consent.
AWA/awa
Nova Friburgo, 09 de julho de 2026
Lugares das Colônias, terras do acolhimento dos vindos da Dispersão.
Colaboração de Amilton Wermelinger Araujo · Arquivo Wermelinger
Nova Friburgo, 9. Juli 2026
Orte der Kolonien, Länder der Aufnahme der aus der Zerstreuung Gekommenen.
Beitrag von Amilton Wermelinger Araujo · Wermelinger-Archiv
Nova Friburgo, 9 July 2026
Places of the Colonies, lands that welcomed those who came from the Dispersion.
A contribution by Amilton Wermelinger Araujo · Wermelinger Archive

Crônica das Famílias Coirmãs · Trilingue · PT · DE · EN Chronik der verschwisterten Familien · Dreisprachig · PT · DE · EN Chronicle of the Sister Families · Trilingual · PT · DE · EN

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O brasão que me corrigiu três vezes

Crônica · Heráldica · Willisau Chronik · Heraldik · Willisau Chronicle · Heraldry · Willisau

Duas tradições brasileiras, dez escudos suíços, e uma investigação que errou três vezes antes de acertar Zwei brasilianische Überlieferungen, zehn Schweizer Schilde, und eine Untersuchung, die dreimal irrte, bevor sie traf Two Brazilian traditions, ten Swiss shields, and an inquiry that erred three times before getting it right

„In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, beseitet von zwei achtstrahligen roten Sternen und überhöht von roter Lilie.“ „In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, beseitet von zwei achtstrahligen roten Sternen und überhöht von roter Lilie.“ „In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, beseitet von zwei achtstrahligen roten Sternen und überhöht von roter Lilie.“ Blasão da variante de Willisau-Land, Willisau-Stadt e Wolhusen — coleção wappensammlung.ch, fonte: Staatsarchiv Luzern[2] Blasonierung der Variante Willisau-Land, Willisau-Stadt und Wolhusen — Sammlung wappensammlung.ch, Quelle: Staatsarchiv Luzern[2] Blazon of the Willisau-Land, Willisau-Stadt and Wolhusen variant — wappensammlung.ch collection, source: Staatsarchiv Luzern[2]

Nota de método Methodische Anmerkung Note on method

Esta crônica registra uma investigação, incluindo os erros dela. Não dá razão a nenhum dos lados de uma antiga divergência familiar; parte das duas tradições que se preservaram no Brasil e do que as fontes suíças permitem afirmar. Separa três camadas: fatos documentados (as dez fichas catalogadas, o levantamento de Häfliger de 1923, a resposta institucional do Staatsarchiv Luzern de 23 de abril de 2026); tradição e interpretação (as datas de 1575 e 1698, as atribuições da flor de lis e das estrelas a figuras familiares); e lacunas honestas (a datação de cada variante, a origem do sinal e a genealogia gráfica entre as marcas das comunas). Onde há prova, afirma. Onde há tradição, avisa. Onde a pesquisa segue aberta, deixa a porta aberta. Diese Chronik hält eine Untersuchung fest, einschliesslich ihrer Irrtümer. Sie gibt keiner Seite einer alten Familienmeinungsverschiedenheit recht; sie geht von den zwei in Brasilien bewahrten Überlieferungen aus und von dem, was die Schweizer Quellen zu sagen erlauben. Sie trennt drei Ebenen: dokumentierte Tatsachen (die zehn katalogisierten Karteikarten, Häfligers Zusammenstellung von 1923, die institutionelle Antwort des Staatsarchivs Luzern vom 23. April 2026); Überlieferung und Deutung (die Jahreszahlen 1575 und 1698, die Zuschreibung von Lilie und Sternen an Gestalten der Familientradition); und ehrliche Lücken (die Datierung der einzelnen Varianten, die Herkunft des Zeichens und die grafische Genealogie der Marken zwischen den Gemeinden). Wo Beleg besteht, wird behauptet. Wo Überlieferung vorliegt, wird gewarnt. Wo die Forschung offen ist, bleibt die Tür offen. This chronicle records an inquiry, including its errors. It sides with neither party of an old family disagreement; it starts from the two traditions preserved in Brazil and from what the Swiss sources allow to be stated. It separates three layers: documented facts (the ten catalogued cards, Häfliger's 1923 survey, the institutional reply of the Staatsarchiv Luzern of 23 April 2026); tradition and interpretation (the dates 1575 and 1698, the attribution of the fleur-de-lis and the stars to family figures); and honest gaps (the dating of each variant, the origin of the sign, and the graphic genealogy of the marks across the municipalities). Where there is proof, it states. Where there is tradition, it says so. Where research remains open, it leaves the door open.

Entre os descendentes brasileiros de Xaver Wermelinger, o torneiro de Willisau que embarcou em 1819, existe há décadas uma pergunta que divide mesas de almoço: qual é o verdadeiro brasão da família? Uma tradição defende a versão ornamentada, com flor de lis vermelha e duas estrelas, chegada ao Brasil no ano 2000 por cópia do arquivo de Lucerna[8]. Outra guarda uma versão simples, sem flor e sem estrelas, trazida da Suíça em mãos por volta de 1968[9]. Cada lado tem a sua peça, a sua data e a sua certeza.

Eu entrei nessa história querendo dar o veredito. Saí dela corrigido três vezes. E como cada correção me aproximou mais da verdade do que a resposta que eu procurava, conto a investigação como ela foi: pelos erros.

Primeiro erro: achar que eram dois

Minha primeira convicção era a mesma da família: que havia dois brasões em disputa, e que um deles tinha de ser o certo. Bastou abrir a coleção de brasões familiares suíços para essa moldura ruir. Os Wermelinger não figuram lá com um escudo, nem com dois. Figuram com nove fichas na coleção do Staatsarchiv de Lucerna, uma para cada grupo de comunas onde a família se enraizou: Willisau e Wolhusen; Alberswil e Hergiswil; Ruswil e Sempach; Buttisholz; Schenkon, Sursee e Triengen; Entlebuch e suas vizinhas; Ebersecken, Nebikon e Reiden; Egolzwil; Gelfingen, Kriens e Horw. E ainda uma décima entrada, de Wolhusen, registrada numa outra fonte, de 1955[1]. A cor do campo muda de região para região: ouro, vermelho, verde, azul. O monte de três cimos aparece na maioria, falta em algumas. As estrelas surgem em umas, não em outras.

A disputa brasileira, que parecia um duelo, era na verdade um fragmento minúsculo de uma constelação. Não havia trono para dois pretendentes. Havia um cantão inteiro de variantes, e nenhuma delas se apresentava como a matriz das outras.

Segundo erro: achar que a marca era uma só

Corrigido o número, agarrei-me a um padrão que parecia salvar a ideia de unidade: em todas as variantes havia, no centro, uma marca preta. Escrevi, com a pressa de quem encontra o que procurava, que essa marca era idêntica em todas, o elo de tudo, o mesmo traço repetido nove vezes.

Não é. Foi preciso pôr as fichas lado a lado, e foi um olhar mais paciente que o meu que notou primeiro: o sinal central muda de desenho conforme a comuna. Na variante de Buttisholz, a que reproduz a pintura da capela de Soppensee, o que se vê é uma figura de braços alargados que qualquer um leria como uma cruz[4]. Na variante de Willisau, a nossa, o sinal é um traço geométrico, anguloso, sem leitura de cruz nenhuma. Não é um carimbo repetido. São desenhos diferentes.

Aqui a investigação podia ter se despedaçado, porque se nem a marca é a mesma, o que sobra de comum? Duas coisas a recompuseram. A primeira veio do próprio catálogo: a coleção descreve o sinal de Buttisholz, o de aparência de cruz, com a mesma palavra que usa para todos os outros, Hauszeichen, marca de casa. Para o arquivo, as dez entradas portam um só tipo de sinal, ainda que desenhado de dez maneiras[1]. A segunda veio da teoria heráldica, e com elegância: uma marca de casa organiza-se em torno de uma haste vertical, à qual se somam travessas, escoras e remates, e pode, sim, assumir forma de cruz sem por isso ser um símbolo religioso. Mais revelador ainda: acrescentar ou suprimir um único traço era, historicamente, o modo de diferenciar a mesma marca entre ramos e localidades[7]. Um genealogista suíço, comparando as fichas, observou exatamente isso: a variante de Buttisholz é a de Ruswil com um traço a menos[6]. O que parecia refutar a unidade era, afinal, o próprio mecanismo dela. As marcas não são idênticas porque nunca precisaram ser: cada casa, cada aldeia, riscava a sua diferença sobre o fundo comum.

Terceiro erro: quase coroar a forma simples

A essa altura, confesso, eu me inclinava para um veredito. A forma simples, sem flor e sem estrelas, a da peça de 1968, parecia a vencedora moral da história: mais próxima da marca nua, mais antiga em espírito, mais fiel a uma família que, ao que indicam as fontes, era de ofício e de terra, não de nobreza titulada. Cheguei a escrever que o brasão verdadeiro era ela.

A coleção me corrigiu pela terceira vez. Entre todas as variantes catalogadas, a flor de lis aparece exclusivamente no grupo de Willisau e Wolhusen. Vermelha, na ficha do Staatsarchiv para Willisau-Land, Willisau-Stadt e Wolhusen. Azul, na entrada de Wolhusen registrada na fonte de 1955[3]. As duas únicas flores de lis conhecidas em toda a constelação Wermelinger pertencem, ambas, ao nosso grupo de comunas. A flor de lis, que eu estava prestes a descartar como enfeite tardio, não é um adorno genérico nem uma invenção brasileira: é, segundo as fontes, o sinal que distingue o ramo de Willisau e Wolhusen de todos os outros. Precisamente a nossa origem. Para a nossa linhagem, ela tem nome e endereço.

A surpresa que desarmou tudo

Restava um último lance, e ele veio de onde eu menos esperava: da releitura da própria fonte brasileira do lado ornamentado. O capítulo heráldico que acompanha a obra de referência da família, publicada em 2000, diz com todas as letras que a versão primitiva da armaria, usada desde o século XV em Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hasle, Hergiswil, Ruswil, Triengen e Willisau-Land, limitava-se à marca familiar preta sobre o monte verde, em campo dourado, e que a flor de lis e as estrelas foram acrescentadas muitos anos depois, em honra de figuras da tradição familiar[8].

Leia de novo, devagar. A fonte que sustenta o brasão ornamentado afirma, ela mesma, que a forma simples é a primitiva e comum a várias comunas, e que os ornamentos são posteriores. Ou seja: as duas tradições brasileiras, lidas com cuidado, já concordavam desde sempre na estrutura. Uma guardava a raiz que a outra descrevia como ponto de partida; a outra guardava a variante específica que a primeira portava sem saber o quanto era nossa. A briga durou décadas não porque as teses fossem incompatíveis, mas porque cada lado tomava a sua camada pelo todo, sem ler até o fim o que o outro tinha nas mãos.

O que se provou, e o que segue aberto

Para que ninguém tome esta crônica por mais do que ela é, deixo a contabilidade à vista.

Sobre as variantes: são dez as catalogadas, não duas. E a flor de lis é exclusiva do grupo Willisau-Wolhusen[1].

Sobre o catálogo: todos os sinais centrais são classificados como Hauszeichen, ainda que os desenhos variem. A coleção de Lucerna é obra do século XX, redesenhada por um arquivista. A própria ficha traz a ressalva ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung, sem garantia, sem registro oficial. E a página do Staatsarchiv apresenta a maioria dos brasões lucernenses como criações dos séculos XIX e XX[5].

Sobre as pessoas e as datas: a legenda Weibel zu Wolhusen, 1698 remete a alguém concreto, Joducus Wermelinger, oficial de justiça em Wolhusen naquele ano. Não a uma concessão heráldica[5]. E o próprio Staatsarchiv, em resposta institucional de 23 de abril de 2026, definiu o sinal como abstraktes Sippenzeichen, signo de clã abstrato, e confirmou as Heimatgemeinden da nossa linha: Willisau-Land, Willisau-Stadt e Wolhusen[10].

Sobre as cartas de armas: o levantamento clássico de Häfliger reúne vinte e oito, em quatro séculos, todas concedidas por soberanos estrangeiros, quase sempre a patrícios da cidade e a militares de projeção. De Willisau, somente a família Herport recebeu uma. Nenhum Wermelinger aparece. Até onde a documentação hoje conhecida permite afirmar, não existe carta de armas que tenha concedido oficialmente brasão algum a esta família[11].

E segue aberto o resto, dito com todas as letras. As datas que circulam no Brasil, 1575 de um lado, 1698 de outro, não aparecem nas fontes como datas de concessão; a de 1575 refere-se, ao que tudo indica, a uma capela, e a de 1698 é legenda manuscrita num desenho do século XX[12]. A origem do sinal, a datação de cada variante e a genealogia gráfica exata entre as marcas das diferentes comunas seguem em investigação junto ao Staatsarchiv de Lucerna e a genealogistas suíços. Quando as respostas chegarem, esta crônica será atualizada, e se for preciso errar uma quarta vez e corrigir de novo, será corrigida.

O que fica

Fica a lição que os três erros ensinaram, cada um a sua parte.

O primeiro erro ensinou que a pergunta „qual dos dois" já nascia errada: a história não guardou um brasão, guardou uma dispersão. O segundo ensinou que a unidade da família não está num desenho idêntico, porque nem o desenho é idêntico: está na categoria comum do sinal e no costume, partilhado por todas as casas, de riscar uma marca e chamá-la de sua. O terceiro ensinou que nenhuma das duas tradições brasileiras errou: as duas carregaram, por meio século, camadas verdadeiras e complementares da mesma herança, uma a variante do nosso grupo de comunas, com a flor de lis que só existe ali, a outra a marca do tronco. E a releitura das fontes ensinou o arremate: os dois lados já concordavam, por escrito, sem que ninguém tivesse notado.

Os Wermelinger não têm um brasão que um rei lhes deu. Têm algo que precisa de rei nenhum: uma marca que cada aldeia desenhou à sua maneira, que uma capela guardou numa parede, que um arquivo redesenhou num século apressado, que um parente atravessou o oceano para entregar em mãos, e que um livro de família imprimiu com flor e estrelas. Formas diferentes, gesto igual. O gesto de uma gente que, onde quer que fincasse casa, fazia questão de assinar: estivemos aqui. Viemos de algum lugar. E não nos deixamos apagar.

Unter den brasilianischen Nachkommen von Xaver Wermelinger, dem Drechsler aus Willisau, der 1819 auswanderte, gibt es seit Jahrzehnten eine Frage, die Mittagstische spaltet: Welches ist das wahre Wappen der Familie? Eine Überlieferung verteidigt die geschmückte Fassung mit roter Lilie und zwei Sternen, die im Jahr 2000 als Kopie aus dem Luzerner Archiv nach Brasilien kam[8]. Eine andere bewahrt eine schlichte Fassung, ohne Lilie und ohne Sterne, die um 1968 von Hand aus der Schweiz überbracht wurde[9]. Jede Seite hat ihr Stück, ihr Datum und ihre Gewissheit.

Ich bin in diese Geschichte eingetreten, um das Urteil zu fällen. Ich kam dreimal korrigiert heraus. Und da jede Korrektur mich der Wahrheit näher brachte als die Antwort, die ich suchte, erzähle ich die Untersuchung, wie sie war: entlang der Irrtümer.

Erster Irrtum: zu glauben, es seien zwei

Meine erste Überzeugung war dieselbe wie die der Familie: dass zwei Wappen im Streit lagen und eines davon das richtige sein müsse. Es genügte, die Sammlung der Schweizer Familienwappen zu öffnen, damit dieser Rahmen zerfiel. Die Wermelinger erscheinen dort nicht mit einem Schild, auch nicht mit zweien. Sie erscheinen mit neun Karteikarten in der Sammlung des Staatsarchivs Luzern, eine für jede Gruppe von Gemeinden, in der die Familie Wurzeln schlug: Willisau und Wolhusen; Alberswil und Hergiswil; Ruswil und Sempach; Buttisholz; Schenkon, Sursee und Triengen; Entlebuch und seine Nachbarn; Ebersecken, Nebikon und Reiden; Egolzwil; Gelfingen, Kriens und Horw. Und dazu ein zehnter Eintrag, von Wolhusen, verzeichnet in einer anderen Quelle von 1955[1]. Die Schildfarbe wechselt von Region zu Region: Gold, Rot, Grün, Blau. Der Dreiberg erscheint in den meisten, fehlt in einigen. Die Sterne tauchen in manchen auf, in anderen nicht.

Der brasilianische Streit, der wie ein Duell aussah, war in Wahrheit ein winziges Fragment einer Konstellation. Es gab keinen Thron für zwei Anwärter. Es gab einen ganzen Kanton voller Varianten, und keine davon gab sich als Matrix der anderen aus.

Zweiter Irrtum: zu glauben, die Marke sei ein und dieselbe

Nachdem die Zahl berichtigt war, klammerte ich mich an ein Muster, das den Gedanken der Einheit zu retten schien: In allen Varianten stand im Zentrum eine schwarze Marke. Ich schrieb, mit der Eile dessen, der findet, was er sucht, diese Marke sei in allen identisch, das Bindeglied von allem, derselbe Strich, neunmal wiederholt.

Sie ist es nicht. Man musste die Karteikarten nebeneinanderlegen, und es war ein geduldigerer Blick als der meine, der es zuerst bemerkte: das zentrale Zeichen ändert seine Zeichnung je nach Gemeinde. In der Variante von Buttisholz, die das Bild der Soppensee-Kapelle wiedergibt, sieht man eine Figur mit verbreiterten Armen, die jeder als Kreuz lesen würde[4]. In der Willisauer Variante, der unseren, ist das Zeichen ein geometrischer, winkliger Strich, ohne jede Kreuzlesart. Kein wiederholter Stempel. Verschiedene Zeichnungen.

Hier hätte die Untersuchung zerbrechen können: Wenn nicht einmal die Marke dieselbe ist, was bleibt dann gemeinsam? Zwei Dinge fügten sie wieder zusammen. Das erste kam aus dem Katalog selbst: Die Sammlung beschreibt das Zeichen von Buttisholz, das kreuzähnliche, mit demselben Wort wie alle anderen, Hauszeichen. Für das Archiv tragen die zehn Einträge einen einzigen Zeichentyp, wenn auch auf zehn Arten gezeichnet[1]. Das zweite kam aus der heraldischen Theorie, und zwar mit Eleganz: Eine Hausmarke organisiert sich um einen senkrechten Schaft, dem sich Sprossen, Streben und Abschlüsse anfügen, und sie kann durchaus Kreuzform annehmen, ohne deshalb ein religiöses Symbol zu sein. Noch aufschlussreicher: einen einzigen Strich hinzuzufügen oder wegzulassen war historisch die Art, dieselbe Marke zwischen Zweigen und Ortschaften zu unterscheiden[7]. Ein Schweizer Genealoge, der die Karten verglich, beobachtete genau dies: Die Buttisholzer Variante ist die Ruswiler mit einem Strich weniger[6]. Was die Einheit zu widerlegen schien, war am Ende ihr eigener Mechanismus. Die Marken sind nicht identisch, weil sie es nie sein mussten: Jedes Haus, jedes Dorf ritzte seinen Unterschied auf den gemeinsamen Grund.

Dritter Irrtum: beinahe die schlichte Form zu krönen

An diesem Punkt, ich gestehe es, neigte ich zu einem Urteil. Die schlichte Form, ohne Lilie und ohne Sterne, die des Stücks von 1968, schien die moralische Siegerin der Geschichte: näher an der blossen Marke, älter im Geist, treuer einer Familie, die, soweit die Quellen es anzeigen, dem Handwerk und dem Land angehörte, nicht dem titulierten Adel. Ich schrieb bereits, das wahre Wappen sei sie.

Die Sammlung korrigierte mich zum dritten Mal. Unter allen katalogisierten Varianten erscheint die Lilie ausschliesslich in der Gruppe Willisau und Wolhusen. Rot, auf der Karteikarte des Staatsarchivs für Willisau-Land, Willisau-Stadt und Wolhusen. Blau, im Wolhusener Eintrag der Quelle von 1955[3]. Die zwei einzigen bekannten Lilien der ganzen Wermelinger-Konstellation gehören beide zu unserer Gemeindegruppe. Die Lilie, die ich als späten Zierrat beinahe verworfen hätte, ist kein beliebiges Ornament und keine brasilianische Erfindung: Sie ist, den Quellen nach, das Zeichen, das den Zweig von Willisau und Wolhusen von allen anderen unterscheidet. Genau unsere Herkunft. Für unsere Linie hat sie Namen und Adresse.

Die Überraschung, die alles entwaffnete

Ein letzter Zug blieb, und er kam von dort, wo ich ihn am wenigsten erwartete: aus der Wiederlektüre der brasilianischen Quelle der geschmückten Seite. Das heraldische Kapitel des Referenzwerks der Familie, erschienen im Jahr 2000, sagt in aller Deutlichkeit, dass die ursprüngliche Fassung des Wappens, seit dem 15. Jahrhundert in Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hasle, Hergiswil, Ruswil, Triengen und Willisau-Land gebraucht, sich auf die schwarze Familienmarke über dem grünen Berg in goldenem Feld beschränkte, und dass Lilie und Sterne viele Jahre später hinzukamen, zu Ehren von Gestalten der Familientradition[8].

Man lese es noch einmal, langsam. Die Quelle, die das geschmückte Wappen stützt, erklärt selbst, die schlichte Form sei die ursprüngliche und mehreren Gemeinden gemeinsame, die Ornamente kämen später. Das heisst: Die zwei brasilianischen Überlieferungen stimmten, genau gelesen, in der Struktur seit jeher überein. Die eine bewahrte die Wurzel, welche die andere als Ausgangspunkt beschrieb; die andere bewahrte die spezifische Variante, welche die erste trug, ohne zu wissen, wie sehr sie die unsere war. Der Streit dauerte Jahrzehnte, nicht weil die Thesen unvereinbar waren, sondern weil jede Seite ihre Schicht für das Ganze nahm, ohne zu Ende zu lesen, was die andere in den Händen hielt.

Was bewiesen ist, und was offen bleibt

Damit niemand diese Chronik für mehr nimmt, als sie ist, lege ich die Bilanz offen.

Zu den Varianten: Katalogisiert sind zehn, nicht zwei. Und die Lilie ist der Gruppe Willisau-Wolhusen vorbehalten[1].

Zum Katalog: Alle zentralen Zeichen werden als Hauszeichen klassifiziert, auch wenn die Zeichnungen variieren. Die Luzerner Sammlung ist ein Werk des 20. Jahrhunderts, neu gezeichnet von einem Archivar. Die Karteikarte selbst trägt den Vorbehalt ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung. Und die Seite des Staatsarchivs stellt die meisten Luzerner Familienwappen als Schöpfungen des 19. und 20. Jahrhunderts dar[5].

Zu den Personen und Daten: Die Legende Weibel zu Wolhusen, 1698 verweist auf jemanden Konkreten, Joducus Wermelinger, in jenem Jahr Weibel in Wolhusen. Nicht auf eine heraldische Verleihung[5]. Und das Staatsarchiv selbst hat in einer institutionellen Antwort vom 23. April 2026 das Zeichen als abstraktes Sippenzeichen bestimmt und die Heimatgemeinden unserer Linie bestätigt: Willisau-Land, Willisau-Stadt und Wolhusen[10].

Zu den Wappenbriefen: Häfligers klassische Zusammenstellung umfasst achtundzwanzig, über vier Jahrhunderte, alle von ausländischen Fürsten verliehen, fast immer an Patrizier der Stadt und an Militärs von Rang. Aus Willisau erhielt einzig die Familie Herport einen. Kein Wermelinger erscheint. Soweit die heute bekannte Dokumentation zu sagen erlaubt, existiert kein Wappenbrief, der dieser Familie je offiziell ein Wappen verliehen hätte[11].

Und offen bleibt der Rest, in aller Deutlichkeit gesagt. Die in Brasilien kursierenden Jahreszahlen, 1575 auf der einen, 1698 auf der anderen Seite, erscheinen in den Quellen nicht als Verleihungsdaten; 1575 bezieht sich allem Anschein nach auf eine Kapelle, und 1698 ist eine handschriftliche Legende auf einer Zeichnung des 20. Jahrhunderts[12]. Die Herkunft des Zeichens, die Datierung jeder Variante und die genaue grafische Genealogie zwischen den Marken der Gemeinden werden weiter beim Staatsarchiv Luzern und bei Schweizer Genealogen untersucht. Wenn die Antworten eintreffen, wird diese Chronik aktualisiert, und sollte ein viertes Mal geirrt und erneut korrigiert werden müssen, so wird korrigiert.

Was bleibt

Es bleibt die Lehre, die die drei Irrtümer erteilten, jeder seinen Teil.

Der erste Irrtum lehrte, dass die Frage „welches von beiden" schon falsch geboren war: Die Geschichte bewahrte kein Wappen, sie bewahrte eine Streuung. Der zweite lehrte, dass die Einheit der Familie nicht in einer identischen Zeichnung liegt, denn nicht einmal die Zeichnung ist identisch: Sie liegt in der gemeinsamen Kategorie des Zeichens und im Brauch, den alle Häuser teilten, eine Marke zu ritzen und sie die ihre zu nennen. Der dritte lehrte, dass keine der zwei brasilianischen Überlieferungen irrte: Beide trugen ein halbes Jahrhundert lang wahre und einander ergänzende Schichten desselben Erbes, die eine die Variante unserer Gemeindegruppe mit der Lilie, die es nur dort gibt, die andere die Marke des Stammes. Und die Wiederlektüre der Quellen lehrte den Schlussstein: Beide Seiten stimmten schriftlich überein, ohne dass es jemand bemerkt hätte.

Die Wermelinger haben kein Wappen, das ein König ihnen gab. Sie haben etwas, das keinen König braucht: eine Marke, die jedes Dorf auf seine Weise zeichnete, die eine Kapelle an einer Wand bewahrte, die ein Archiv in einem eiligen Jahrhundert neu zeichnete, die ein Verwandter über den Ozean trug, um sie von Hand zu übergeben, und die ein Familienbuch mit Lilie und Sternen druckte. Verschiedene Formen, gleiche Geste. Die Geste von Leuten, die, wo immer sie Haus fassten, darauf bestanden zu unterschreiben: Wir waren hier. Wir kommen von irgendwoher. Und wir haben uns nicht auslöschen lassen.

Among the Brazilian descendants of Xaver Wermelinger, the turner from Willisau who set sail in 1819, there has been for decades a question that divides lunch tables: which is the true coat of arms of the family? One tradition defends the ornamented version, with a red fleur-de-lis and two stars, which reached Brazil in the year 2000 as a copy from the Lucerne archive[8]. Another keeps a plain version, without lily and without stars, carried by hand from Switzerland around 1968[9]. Each side has its piece, its date and its certainty.

I entered this story meaning to deliver the verdict. I came out of it corrected three times. And since each correction brought me closer to the truth than the answer I was looking for, I tell the inquiry as it was: by its errors.

First error: thinking there were two

My first conviction was the same as the family's: that two coats of arms were in dispute, and that one of them had to be the right one. It took no more than opening the collection of Swiss family arms for that frame to collapse. The Wermelingers do not figure there with one shield, nor with two. They figure with nine cards in the collection of the Staatsarchiv of Lucerne, one for each group of municipalities where the family took root: Willisau and Wolhusen; Alberswil and Hergiswil; Ruswil and Sempach; Buttisholz; Schenkon, Sursee and Triengen; Entlebuch and its neighbours; Ebersecken, Nebikon and Reiden; Egolzwil; Gelfingen, Kriens and Horw. And a tenth entry besides, from Wolhusen, recorded in another source, of 1955[1]. The field colour changes from region to region: gold, red, green, blue. The three-peaked mount appears in most, is missing in some. The stars turn up in some, not in others.

The Brazilian dispute, which looked like a duel, was in truth a tiny fragment of a constellation. There was no throne for two pretenders. There was a whole canton of variants, and none of them presented itself as the matrix of the others.

Second error: thinking the mark was one and the same

With the number corrected, I clung to a pattern that seemed to rescue the idea of unity: in all the variants there was, at the centre, a black mark. I wrote, with the haste of one who finds what he was seeking, that this mark was identical in all, the link of everything, the same stroke repeated nine times.

It is not. It took laying the cards side by side, and it was a more patient eye than mine that noticed it first: the central sign changes its drawing from one municipality to the next. In the Buttisholz variant, the one reproducing the painting in the Soppensee chapel, what one sees is a figure with widened arms that anyone would read as a cross[4]. In the Willisau variant, ours, the sign is a geometric, angular stroke, with no cross reading at all. Not a repeated stamp. Different drawings.

Here the inquiry could have fallen to pieces, for if not even the mark is the same, what remains in common? Two things put it back together. The first came from the catalogue itself: the collection describes the Buttisholz sign, the cross-looking one, with the same word it uses for all the others, Hauszeichen, house mark. For the archive, the ten entries bear a single type of sign, though drawn in ten ways[1]. The second came from heraldic theory, and with elegance: a house mark organises itself around a vertical shaft, to which crossbars, struts and finials are added, and it may indeed take the form of a cross without thereby being a religious symbol. More revealing still: adding or removing a single stroke was, historically, the way of differentiating the same mark between branches and localities[7]. A Swiss genealogist, comparing the cards, observed exactly this: the Buttisholz variant is the Ruswil one with one stroke fewer[6]. What seemed to refute the unity was, after all, its very mechanism. The marks are not identical because they never needed to be: each house, each village, scored its difference upon the common ground.

Third error: almost crowning the plain form

By this point, I confess, I was leaning towards a verdict. The plain form, without lily and without stars, that of the 1968 piece, seemed the moral winner of the story: closer to the bare mark, older in spirit, truer to a family that, as far as the sources indicate, belonged to craft and land, not to titled nobility. I had already written that the true coat of arms was this one.

The collection corrected me for the third time. Among all the catalogued variants, the fleur-de-lis appears exclusively in the Willisau and Wolhusen group. Red, on the Staatsarchiv card for Willisau-Land, Willisau-Stadt and Wolhusen. Blue, in the Wolhusen entry recorded in the source of 1955[3]. The only two fleurs-de-lis known in the whole Wermelinger constellation both belong to our group of municipalities. The lily, which I was about to discard as a late embellishment, is neither a generic ornament nor a Brazilian invention: it is, according to the sources, the sign that distinguishes the Willisau and Wolhusen branch from all others. Precisely our origin. For our line, it has a name and an address.

The surprise that disarmed everything

One last move remained, and it came from where I least expected it: from rereading the Brazilian source of the ornamented side itself. The heraldic chapter accompanying the family's work of reference, published in 2000, states in so many words that the primitive version of the arms, used since the fifteenth century in Ebersecken, Egolzwil, Entlebuch, Gelfingen, Hasle, Hergiswil, Ruswil, Triengen and Willisau-Land, was limited to the black family mark above the green mount, in a golden field, and that the fleur-de-lis and the stars were added many years later, in honour of figures of family tradition[8].

Read it again, slowly. The source that upholds the ornamented coat of arms itself affirms that the plain form is the primitive one, common to several municipalities, and that the ornaments came later. That is: the two Brazilian traditions, read with care, had agreed on the structure all along. One kept the root that the other described as the starting point; the other kept the specific variant that the first carried without knowing how much it was ours. The quarrel lasted decades not because the theses were incompatible, but because each side took its layer for the whole, without reading to the end what the other held in its hands.

What is proven, and what remains open

So that no one takes this chronicle for more than it is, I lay the accounting in plain view.

On the variants: ten are catalogued, not two. And the fleur-de-lis is exclusive to the Willisau-Wolhusen group[1].

On the catalogue: all the central signs are classified as Hauszeichen, though the drawings vary. The Lucerne collection is a work of the twentieth century, redrawn by an archivist. The card itself bears the caveat ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung, without guarantee, no official registration. And the Staatsarchiv's page presents most Lucerne family arms as creations of the nineteenth and twentieth centuries[5].

On the people and the dates: the caption Weibel zu Wolhusen, 1698 refers to someone concrete, Joducus Wermelinger, officer of justice in Wolhusen in that year. Not to a heraldic grant[5]. And the Staatsarchiv itself, in an institutional reply of 23 April 2026, defined the sign as an abstraktes Sippenzeichen, an abstract clan sign, and confirmed the home municipalities of our line: Willisau-Land, Willisau-Stadt and Wolhusen[10].

On the grants of arms: Häfliger's classic survey gathers twenty-eight, across four centuries, all conferred by foreign sovereigns, almost always upon city patricians and soldiers of standing. From Willisau, only the Herport family received one. No Wermelinger appears. As far as the documentation known today allows one to state, no letter of arms exists that ever officially granted a coat of arms to this family[11].

And the rest remains open, said in so many words. The dates circulating in Brazil, 1575 on one side, 1698 on the other, do not appear in the sources as dates of a grant; 1575 refers, by every indication, to a chapel, and 1698 is a handwritten caption on a twentieth-century drawing[12]. The origin of the sign, the dating of each variant and the exact graphic genealogy between the marks of the different municipalities remain under investigation with the Staatsarchiv of Lucerne and with Swiss genealogists. When the answers arrive, this chronicle will be updated, and should it be necessary to err a fourth time and correct again, corrected it will be.

What remains

What remains is the lesson the three errors taught, each its part.

The first error taught that the question "which of the two" was born wrong: history did not keep one coat of arms, it kept a dispersion. The second taught that the family's unity does not lie in an identical drawing, for not even the drawing is identical: it lies in the common category of the sign and in the custom, shared by all the houses, of scoring a mark and calling it their own. The third taught that neither of the two Brazilian traditions was wrong: both carried, for half a century, true and complementary layers of the same inheritance, one the variant of our group of municipalities, with the fleur-de-lis that exists only there, the other the mark of the trunk. And the rereading of the sources taught the capstone: the two sides had agreed, in writing, without anyone having noticed.

The Wermelingers have no coat of arms that a king gave them. They have something that needs no king: a mark that each village drew in its own way, that a chapel kept on a wall, that an archive redrew in a hurried century, that a relative carried across the ocean to hand over in person, and that a family book printed with lily and stars. Different forms, the same gesture. The gesture of a people who, wherever they made a home, insisted on signing: we were here. We came from somewhere. And we did not let ourselves be erased.

As dez variantes, lado a lado Die zehn Varianten im Vergleich The ten variants, side by side

Wappen Wermelinger von Alberswil und Hergiswil
Alberswil · Hergiswil Em ouro, sobre monte de três cimos verde, Hauszeichen preto. In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen. In gold, over a green three-peaked mount, a black Hauszeichen.
Wappen Wermelinger von Buttisholz
Buttisholz Em vermelho, Hauszeichen preto. Imagem da capela de Soppensee. In Rot schwarzes Hauszeichen. Familienbild in der Kapelle Soppensee. In red, a black Hauszeichen. Family image in the Soppensee chapel.
Wappen Wermelinger von Ebersecken, Nebikon und Reiden
Ebersecken · Nebikon · Reiden Em ouro, monte verde, Hauszeichen preto e duas estrelas vermelhas de oito pontas. In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, beseitet von zwei achtstrahligen roten Sternen. In gold, green mount, black Hauszeichen and two red eight-pointed stars.
Wappen Wermelinger von Egolzwil
Egolzwil Em ouro, monte verde, Hauszeichen preto acompanhado de duas estrelas vermelhas. In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, begleitet von zwei roten Sternen. In gold, green mount, black Hauszeichen accompanied by two red stars.
Wappen Wermelinger von Entlebuch, Hasle, Littau, Malters, Romoos und Schwarzenberg
Entlebuch · Hasle · Littau · Malters · Romoos · Schwarzenberg Em verde, Hauszeichen preto. In Grün schwarzes Hauszeichen. In green, a black Hauszeichen.
Wappen Wermelinger von Gelfingen, Kriens und Horw
Gelfingen · Kriens · Horw Em azul, monte verde, Hauszeichen preto e duas estrelas vermelhas. In Blau über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, beseitet von zwei roten Sternen. In blue, green mount, black Hauszeichen and two red stars.
Wappen Wermelinger von Ruswil und Sempach
Ruswil · Sempach Em vermelho, monte verde, Hauszeichen preto. Apontada por um genealogista como candidata a matriz. In Rot über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen. Von einem Genealogen als mögliche Urform genannt. In red, green mount, black Hauszeichen. Named by a genealogist as a candidate original form.
Wappen Wermelinger von Schenkon, Sursee, Triengen und Wilihof
Schenkon · Sursee · Triengen · Wilihof Em vermelho, monte verde, Hauszeichen preto e duas estrelas de prata. In Rot über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen, begleitet von zwei silbernen Sternen. In red, green mount, black Hauszeichen and two silver stars.
Wappen Wermelinger von Willisau-Land, Willisau-Stadt und Wolhusen
Willisau-Land · Willisau-Stadt · Wolhusen A variante da nossa linha: ouro, monte verde, Hauszeichen preto, duas estrelas vermelhas e a flor de lis vermelha. A única das nove fichas com a flor de lis. Die Variante unserer Linie: Gold, Dreiberg, schwarzes Hauszeichen, zwei rote Sterne und die rote Lilie. Die einzige der neun Karteikarten mit der Lilie. The variant of our line: gold, green mount, black Hauszeichen, two red stars and the red fleur-de-lis. The only one of the nine cards with the lily.
Wappen Wermelinger von Wolhusen, Quelle 1955
Wolhusen (1955) Décima variante: ouro, monte verde, Hauszeichen preto, duas estrelas de seis pontas e flor de lis azul. Também do nosso grupo de comunas. Zehnte Variante: Gold, Dreiberg, schwarzes Hauszeichen, zwei sechsstrahlige Sterne und blaue Lilie. Ebenfalls aus unserer Gemeindegruppe. Tenth variant: gold, green mount, black Hauszeichen, two six-pointed stars and a blue fleur-de-lis. Also from our group of municipalities.

Crédito e condição das imagens Bildnachweis und Vorbehalt Image credit and condition

Escudos incorporados de wappensammlung.ch, que indica como fontes o Staatsarchiv Luzern e a obra Wappen im Entlebuch (1955). As fichas originais do Staatsarchiv trazem a ressalva ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung. A exibição depende da disponibilidade do servidor de origem; a autorização de reprodução junto a wappensammlung.ch encontra-se em curso. Schilde eingebunden von wappensammlung.ch, mit Quellenangabe Staatsarchiv Luzern und Wappen im Entlebuch (1955). Die Originalkarteikarten des Staatsarchivs tragen den Vorbehalt ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung. Die Anzeige hängt von der Verfügbarkeit des Ursprungsservers ab; die Reproduktionsgenehmigung bei wappensammlung.ch ist angefragt. Shields embedded from wappensammlung.ch, which cites as sources the Staatsarchiv Luzern and Wappen im Entlebuch (1955). The original Staatsarchiv cards bear the caveat ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung. Display depends on the availability of the origin server; reproduction permission from wappensammlung.ch is being sought.

Notas e fontes Anmerkungen und Quellen Notes and sources

  1. Coleção de brasões familiares suíços, wappensammlung.ch, verbete Wermelinger: nove entradas com fonte no Staatsarchiv Luzern e uma décima de Wolhusen com fonte em Wappen im Entlebuch (1955). Página do verbete: wappensammlung.ch, Wehrli-Widmann, p. 7. Páginas de fonte do catálogo: Luzern, Staatsarchiv Luzern e Wappen im Entlebuch, 1955. Todos os sinais centrais são ali descritos como Hauszeichen.
  2. Blasão da variante de Willisau-Land, Willisau-Stadt e Wolhusen, conforme o verbete citado na nota 1: In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen beseitet von zwei achtstrahligen, roten Sternen und überhöht von roten Lilie. Fonte indicada: Staatsarchiv Luzern.
  3. Entrada Wermelinger von Wolhusen, fonte Wappen im Entlebuch (1955): In Gold über grünem Dreiberg schwarzes Hauszeichen begleitet von zwei sechsstrahligen, roten Sternen und überhöht von blauen Lilie. As duas únicas flores de lis do conjunto pertencem, portanto, ao grupo Willisau-Wolhusen.
  4. Staatsarchiv Luzern, ficha WH 1/1101.2 (Karteikarte 2209), Familienwappen Wermelinger, Heimatgemeinde Buttisholz, datada 20. Jh. (ca.), com a legenda manuscrita Familienbild in der Kapelle Soppensee. Registro no Digitaler Lesesaal: dls.staatsarchiv.lu.ch/records/1626201.
  5. Staatsarchiv Luzern, ficha WH 1/1101.9 (Karteikarte 2216), Heimatgemeinden Willisau-Land, Willisau-Stadt, Wolhusen, datada 20. Jh. (ca.), legenda Wermelinger, Weibel zu Wolhusen, 1698. A coleção WH 1 foi compilada por J. Gauch e P. X. Weber e desenhada pelo arquivista G. Bachmann nos anos 1940 e 1950; a ficha traz ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung. A legenda remete a Joducus (Jost) Wermelinger, nascido em 1659, Weibel em Wolhusen em 1698 (dados em Vorfahren, compilação do ramo Trienger). Registro: dls.staatsarchiv.lu.ch/records/1626208.
  6. Observação de genealogista no Geneal-Forum (SiWe, junho de 2026): a forma de Ruswil e Sempach como candidata a forma original, e a variante de Buttisholz como a mesma marca com um traço a menos. Fio público: geneal-forum.com, tópico Wermelinger von Willisau.
  7. Sobre a estrutura das marcas de casa (haste, travessas, escoras; possibilidade de forma cruciforme; o traço acrescentado ou suprimido como mecanismo de diferenciação entre ramos): HOMEYER, Carl Gustav, Die Haus- und Hofmarken, Berlim, 1870, digitalizado na Bayerische Staatsbibliothek; e verbete Hausmarke (Wikipedia em alemão, consultado em 2026). Fundamentação conceitual geral, sem referência específica aos Wermelinger.
  8. MONNERAT SÓLON DE PONTES, Elio. „O Brasão da Família Wermelinger". In: LIMA ABIB, Alberto. A Família Wermelinger. Nova Friburgo, 2000, cap. II. Descreve a versão primitiva, do século XV, como a marca familiar preta sobre o monte verde em campo dourado, comum às comunas listadas, com flor de lis e estrelas como acréscimos posteriores; registra a cópia do Staatsarchiv obtida por ofício de 16 de maio de 2000 (Dr. Stefan Jäggi) e a pintura pelo ateliê M. Liebich, Einsiedeln. As atribuições da flor a Hans Wermelinger (Ruswil, capela de Buholz) e das estrelas a Caspar Wermelinger (Villmergen, 1656) são tradição narrada nessa fonte, não dado documental.
  9. A versão simples, sem flor e sem estrelas, foi trazida da Suíça por volta de 1968, no contexto do reencontro familiar iniciado em 1962 por correspondência via Embaixada da Suíça (registros do blog da família, 2009; e WERMELINGER, Walter, „Brasão da família Wermelinger em Nova Friburgo, na Praça do Suspiro", afamiliawermelinger.blogspot.com, 24 de abril de 2013). Proveniência escrita mais antiga da peça: pendente.
  10. Staatsarchiv des Kantons Luzern, resposta institucional de 23 de abril de 2026: o sinal é um abstraktes Sippenzeichen; Heimatgemeinden da linha: Willisau-Land, Willisau-Stadt e Wolhusen. Correspondência no acervo do Arquivo Wermelinger.
  11. HÄFLIGER, Josef Anton. „Luzerner Wappen- und Adelsbriefe". Schweizerisches Archiv für Heraldik, vol. 37 (1923), pp. 14-22. DOI 10.5169/seals-745008; texto integral em e-periodica.ch. As 28 cartas e seus emissores estrangeiros: p. 16; a distribuição por localidade, com Willisau representada somente pela família Herport: p. 18.
  12. Sobre 1575 como data da fundação da capela de Santo Erasmo em Buholz (consagrada em 15 de outubro de 1576), e não de uma concessão heráldica, e sobre 1698 como legenda de desenho do século XX: auditoria fato-a-fato do Arquivo Wermelinger (FASE 5, junho de 2026) e o post „O que o brasão não desenha" (1 de maio de 2026, revisado em junho de 2026), nesta mesma trilha.

Fontes primárias e de catálogo Primär- und Katalogquellen Primary and catalogue sources

  • Staatsarchiv Luzern, Familienwappensammlung, Bestand WH 1: fichas WH 1/1101.2 (Buttisholz, Karteikarte 2209) e WH 1/1101.9 (Willisau/Wolhusen, Karteikarte 2216). Desenhos do século XX (Bachmann), ohne Gewähr, keine amtliche Registrierung.
  • Staatsarchiv des Kantons Luzern, resposta institucional de 23 de abril de 2026 (abstraktes Sippenzeichen; Heimatgemeinden Willisau-Land, Willisau-Stadt, Wolhusen). Acervo do Arquivo Wermelinger.
  • wappensammlung.ch, verbete Wermelinger (dez entradas), com fontes no Staatsarchiv Luzern e em Wappen im Entlebuch (1955).

Fontes secundárias densas Dichte Sekundärquellen Dense secondary sources

  • HÄFLIGER, Josef Anton. „Luzerner Wappen- und Adelsbriefe". Schweizerisches Archiv für Heraldik 37 (1923), pp. 14-22. DOI 10.5169/seals-745008.
  • HOMEYER, Carl Gustav. Die Haus- und Hofmarken. Berlim, 1870.
  • SIDLER, Franz. Geschlechter-Buch von Willisau. Heimatkunde des Wiggertals, 1953. DOI 10.5169/seals-718397.

Recepção brasileira Brasilianische Rezeption Brazilian reception

  • MONNERAT SÓLON DE PONTES, Elio. „O Brasão da Família Wermelinger". In: LIMA ABIB, Alberto. A Família Wermelinger. Nova Friburgo, 2000, cap. II.
  • WERMELINGER, Walter. „Brasão da família Wermelinger em Nova Friburgo, na Praça do Suspiro". afamiliawermelinger.blogspot.com, 24 de abril de 2013.

Pendentes Ausstehend Pending

  • Datação das variantes e origem do Hauszeichen: consulta em curso ao Staatsarchiv Luzern. em investigação
  • Proveniência escrita da peça de 1968 (remetente suíço; correspondência de 1962 em diante). pesquisa pendente
  • Autorização de reprodução das imagens junto a wappensammlung.ch. solicitação em curso
Esta crônica passou por auditoria cruzada antes da publicação: cada afirmação tem fonte rastreável na coleção wappensammlung.ch, nas fichas do Staatsarchiv Luzern, no levantamento de Häfliger (1923), na obra de referência da família (2000) ou na resposta institucional do arquivo de abril de 2026. A investigação errou três vezes e registrou os três erros, em vez de escondê-los. Quando as respostas pendentes chegarem, do Staatsarchiv e dos genealogistas suíços, esta versão será substituída por uma revisada, e a correção consignada em nota explícita. É assim que este arquivo trabalha: a história é verificada, não repetida. Diese Chronik durchlief vor der Veröffentlichung eine Kreuzprüfung: jede Aussage ist auf die Sammlung wappensammlung.ch, die Karteikarten des Staatsarchivs Luzern, Häfligers Zusammenstellung (1923), das Referenzwerk der Familie (2000) oder die institutionelle Antwort des Archivs vom April 2026 rückverfolgbar. Die Untersuchung irrte dreimal und verzeichnete die drei Irrtümer, statt sie zu verbergen. Sobald die ausstehenden Antworten eintreffen, vom Staatsarchiv und von Schweizer Genealogen, wird diese Fassung durch eine revidierte ersetzt und die Korrektur ausdrücklich vermerkt. So arbeitet dieses Archiv: Geschichte wird geprüft, nicht wiederholt. This chronicle underwent cross-audit before publication: every statement is traceable to the wappensammlung.ch collection, the cards of the Staatsarchiv Luzern, Häfliger's survey (1923), the family's work of reference (2000), or the archive's institutional reply of April 2026. The inquiry erred three times and recorded the three errors instead of hiding them. When the pending answers arrive, from the Staatsarchiv and from Swiss genealogists, this version will be replaced by a revised one, and the correction expressly noted. That is how this archive works: history is verified, not repeated.
Tiago Torres Wermelinger
Duas Barras, Rio de Janeiro · 1 de julho de 2026
Crônica · Os signos da família
Arquivo Wermelinger — onde a história é verificada, não repetida
Duas Barras, Rio de Janeiro · 1. Juli 2026
Chronik · Die Zeichen der Familie
Wermelinger-Archiv — wo Geschichte geprüft wird, nicht wiederholt
Duas Barras, Rio de Janeiro · 1 July 2026
Chronicle · The signs of the family
Wermelinger Archive — where history is verified, not repeated

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